Na Gota de Leite, comemora-se o Dia das Mães todos os dias.

Ao atravessarem a porta do antigo e bem conservado prédio da Avenida Nelson Spielmann, 631, pela primeira vez, muitas pessoas se surpreendem com o que encontram desde a recepção: o sorriso da equipe é o cartão de visitas que segue impressionando pela limpeza das instalações e o acolhimento dos profissionais que se desdobram para atenderem as pacientes e seus familiares da melhor maneira. É que na Maternidade e Gota de Leite o “Dia das Mães” se comemora todos os dias.

Perto de completar 84 anos de fundação, a instituição é presidida por Virgínia Maria Pradella Balloni, administradora hospitalar e voluntária há quase 30 anos. Para ela, o grande diferencial da maternidade, 100% SUS, são os recursos humanos. “Temos funcionárias com 20, 30, 35 anos de casa. Elas são comprometidas e amam o que fazem. Por isso, nossas pacientes são tratadas com tanto profissionalismo e respeito”, afirmou.

Virgínia observou que, apesar das dificuldades com repasses do SUS abaixo das necessidades, por ter uma estrutura enxuta, a Gota de Leite consegue sobreviver cumprindo a missão dos instituidores que sonharam em dotar a cidade de um hospital onde as mulheres pudessem dar à luz com segurança e conforto, independente de sua condição financeira.

Experiência

Além da equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiras obstetras, nutricionista, fisioterapeutas e uma doula, a Gota de Leite possui profissionais que desempenham um papel essencial para manter em funcionamento todas as áreas de apoio. A auxiliar de Enfermagem, Teresa Malaquias de Souza, 61 anos e colaboradora desde 1988, é uma delas. Mãe e avó, ela tem muitas histórias para contar.

“Tem as pacientes que ficam tristes pelas dores. A gente fala que vai passar e que essa dor elas esquecerão depois que nascer, que quando estiverem com seu bebê no colo estarão sorrindo, felizes”, comentou Teresa. Da mesma forma, a auxiliar de Enfermagem Antônia Aparecida Pereira Veregue, duas filhas, 58 anos de idade e 41 de profissão, revelou momentos inesquecíveis como quando mãe e filha tiveram bebês no mesmo dia e também o caso de duas irmãs que deram à luz com poucas horas de diferença e a mãe delas se revezava no cuidado das filhas em trabalho de parto.

Há 33 anos na Gota de Leite, Isaura Peixoto Gimenez, 65 anos, disse sentir-se realizada por trabalhar no Almoxarifado da maternidade: “Como não tenho filhos, só sobrinhos, cada bebezinho que nasce é como se fosse algo da gente. O ambiente é muito bom, tem uma aura especial e a gente se sente bem em fazer parte disso”.

Mãe de um casal e avó de duas netas, Maria das Dores Pereira de Souza, 54 anos de idade e na Gota de Leite desde 1990, disse que “só de trabalhar na maternidade já é motivo de alegria, por causa do nascimento, da vida. Não é como em outros hospitais em que se veem outras coisas. Aqui só temos motivo de alegria”. Profissional da lavanderia, ela destaca o trabalho de equipe no qual cada setor tem que funcionar bem para que as pacientes tenham o melhor atendimento.

Além da limpeza e organização, um dos setores que mais recebe elogios das pacientes é a nutrição. As refeições balanceadas pela nutricionista são preparadas com capricho e o tempero lembra comida caseira. Uma das responsáveis pelas refeições é a cozinheira Cilene Rosa de Lima Borgo, 55 anos e há 26 anos colaboradora da instituição.

Mãe de três filhos e com quatro netas, Cilene fala com alegria do seu trabalho: “Fico muito feliz de saber que tantas mães passaram por aqui e elogiam nossa comida. Aqui, nunca se baixa o nível porque fazemos com muito amor e carinho. O segredo é a gente trabalhar no que gosta”, finalizou.

Mãe de primeira viagem

Esta semana, Jéssica dos Reis Muniz, 23 anos, foi mãe pela primeira vez. Radiante ao lado do filho Yuri ela contou que o acolhimento superou suas expectativas: “O atendimento da Gota de Leite é excelente. Todo mundo dá a melhor atenção possível e sempre tem alguém por perto quando a gente precisa, com várias enfermeiras cuidando. Dou nota 10”.

Sobre seu primeiro “Dia das Mães”, Jéssica disse sentir “uma emoção que não tem explicação. É indescritível, um amor incondicional. Estou muito feliz porque este é o melhor presente que eu poderia ter”.

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