Gota de Leite e Campos Novos criam protocolo inovador em Saúde Mental
A Organização Social Gota de Leite e o Município de Campos Novos Paulista criam um protocolo inovador em Saúde Mental. A iniciativa integra capacitação profissional, definição de fluxos assistenciais e critérios técnicos de encaminhamento, permitindo que médicos e equipes da Atenção Primária atuem com mais segurança na identificação e condução dos transtornos mentais mais prevalentes da população.
A Gota de Leite já é parceira de Campos Novos Paulista, respondendo pela gestão da Atenção Básica. O protocolo em saúde mental, desenvolvido através desta parceria, está em fase de estruturação e vai tornar a rede pública mais ágil, organizada e resolutiva.
Segundo o secretário municipal de Saúde de Campos Novos Paulista, Rômulo Benedito Alcântara, a proposta fortalece a segurança técnica dos profissionais e contribui para um cuidado mais humanizado, eficiente e transparente, ampliando a capacidade de resposta da rede pública diante de uma demanda cada vez maior por atenção em saúde mental.
Desenvolvido para atender às necessidades de Campos Novos Paulista, as responsáveis de Recursos Humanos da OS Gota de Leite, Aline Freitas e Catiane Berbel, informam que o protocolo ainda está no início, mas que poderá servir de referência a outras iniciativas de fortalecimento da assistência em saúde mental, reforçando o compromisso da Prefeitura e da Gota com a inovação e a qualificação permanente dos serviços públicos de saúde.
Esta primeira etapa, em execução desde 8 de maio, estabelece diretrizes claras para acolhimento, avaliação, acompanhamento e encaminhamento dos pacientes dentro da rede municipal. “A iniciativa reúne médicos, enfermeiros e equipe multiprofissional da Gota, que atuam na rede de Campos Novos, criando ferramentas seguras que embasem suas condutas. Do conjunto de quatro encontros, dois já foram realizados e dois ainda serão agendados”, mencionou o médico psiquiatra parceiro da Gota de Leite, Klyll Carneiro.

A proposta estrutura um protocolo de atendimento alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e fundamentado em evidências científicas nacionais e internacionais. O objetivo é ampliar a resolutividade da Atenção Primária, qualificando o cuidado prestado à população e organizando o acesso aos serviços especializados.

A construção coletiva de um fluxo municipal de saúde mental, combina escuta das equipes, conhecimento científico e experiência prática para criar um modelo de atendimento compatível com a realidade local.
Durante as atividades, os participantes aprofundam conhecimentos sobre os transtornos mentais mais prevalentes, como ansiedade, depressão, transtornos de personalidade e esquizofrenia, além de discutirem condutas, fluxos e estratégias de atendimento aplicáveis à realidade do município.

Na prática, o protocolo oferece instrumentos para que os profissionais da linha de frente reconheçam sinais e sintomas, avaliem níveis de gravidade e adotem condutas adequadas dentro da própria Atenção Primária sempre que possível. Os casos que demandam atenção especializada seguem critérios técnicos definidos para encaminhamento à psiquiatria.
“A organização desse fluxo beneficia diretamente a população, desde a prevenção até os cuidados mais avançados”, salientou o psiquiatra. Com uma rede mais preparada e integrada, os pacientes recebem acolhimento e atendimento de forma mais rápida e segura, enquanto os casos de maior complexidade chegam aos especialistas com mais precisão.

